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TAMA LIU MAI BAINAKA SIRA, BEM VINDO E OBRIGADA PELA VISITA!

Ksolok

domingo, 4 de novembro de 2012

O Diario de ANNE FRANK!


Anne Frank
N.a. 12 de Julho de 1929
 
O diário de Anne Frank comoveu o mundo, como um documento pungente de um dos períodos mais tristes da História, o Holocausto. De 12 de junho de 1942, dia do seu 13.º aniversário, a 4 de agosto de 1944, quando a família Frank foi mandada para o campo de concentração de Auschwitz, Anne escreveu diariamente no seu diário.

O relato de Anne termina abruptamente, quando a Gestapo prende a família, que viveu escondida durante dois anos no sótão do escritório do pai, Otto Frank, em Amsterdam. Único sobrevivente, Otto conseguiu reaver o diário da filha, guardado por uma funcionária, e publicou-o em 1947. Em 1953, o livro foi lançado nos Estados Unidos e, hoje, traduzido para 58 idiomas, ainda é o testemunho esperançoso de uma adolescente diante da brutalidade do nazismo.

É dificil, deveras dificil , elaborar uma opinião diferente de qualquer ser verdadeiramente humano sobre o holocausto e que não contenha sentimentos de tristeza, angústia, revolta, impotência, depois de ler este diário ainda na escolaridade preparatoria, nos meus ainda 15 anos de idade mais inconformada fico sobre como foi possível a humanidade deixar que um louco, violentamente anti-semita, especialmente dos Judeus, cometesse tanta atrocidade ao mesmo tempo, pela estúpida ambição do poder.

Quem le o dário de Anne Frank consegue sentir a intensidade de toda a situação por ela vivida enclausurada durante dois longos anos nuns catacúmbicos anexos duma habitação. Com a agravante de se passar na sua adolescência, destruindo-lhe parte dos seus anseios, ideais, sonhos e, sobretudo, da sua alegria.

A escrita de Anne é muito bela sobretudo porque ela percorre uma fase juvenil, quiçá imatura, mas termina com força e revelando inocentenmente a sua maturidade. Aliás, o seu sonho era precisamente ser jornalista ou escritora. Anne nasceu na Alemanha em 1929, mais precisamente em Frankfurt a 12 de Julho. Quando tinha quatro anos os pais viram-se obrigados a refugiarem-se na Holanda, país, então, considerado neutro. Ocorridos sete anos Hitler invade a Holanda o que os obriga a viverem escondidos nuns anexos por trás dum edificio onde funcionava a empresa do pai. A 4 de Agosto de 1944, ouvem o ruido dum carro a estacionar à porta. Era a Polícia de Segurança alemã. São levados para um campo de trânsito na Holanda e, pouco tempo depois, para Auschwitz. Um mês após Anne e a irmã Margot são levadas, num comboio de carga, para o campo de Bergen-Belsen onde ambas contraem tifo e morrem algumas semanas antes da libertação.

O livro sobre o diário de Anne termina com esta passagem sobre o seu fim. … “semanas antes da libertação” …. Apenas o pai sobreviveu. O diário de Anne Frank é, talvez, o livro mais lido de sempre tendo-se tornado um símbolo do martírio do povo judeu na 2ª Guerra Mundial. Apesar do número de vendas, há muita literatura sobre o diário e especula-se um pouco à volta de quem traíu esta família que vivia escondida num local insuspeito. Alguem conhecido? um empregado? ou uma funcionária da limpeza do armazém? O que é certo é que alguém (por sua ignorancia ou egismo) pretende ganhar mais para alem do que ja tem a qualquer custo nem que para isso outros tenham de sofrer... 

Contudo... trouxe-me a memoria tudo aquilo que senti quando li este livro, sobre o qual, alias, tambem opinei, tendo sido igualmente a versao designada por definitiva a que eu li. Identifico-me inteiramente com tudo o que disse sobre o livro e colhi praticamente as mesmas impressoes. Tambem me surpreendeu, por exemplo, a escolha de Anne das suas leituras, revelando uma maturidade precoce para a sua idade e grande poder de reflexao. Recordo-me, por exemplo da analise que ela faz do caracter alemao, nao deixando de pensar que, apesar de judia era ela propria alema e portanto, tambem teria algo desse caracter.

Assistimos ao despertar da sua sexualidade do seu periodo de descoberta tipico da adolescencia, etc. E a sua ansia de cultura que, no fundo, talvez por se encontrarem todos na situaçao em que se encontravam, era comum a quase todos, levando-os a passarem grande parte dos seus dias a ler, incluindo documentos de cursos por correspondencia em contraste com aqueles dias em que nao se podiam quase mexer para nao fazer barulho, nem sair do anexo para despejar o balde das fezes, como tao bem referiu. A sua escolha de passagens do livro foi muito adequada. Impressionou-me e fez-me pensar...

Que Anne descanse agora em paz mas que nunca seja esquecida. O seu Diario acabou por prestar um serviço a civilizaçao e servir de voz aos milhoes que desapareceram devido a um dos crimes mais barbaros que a Humanidade ja conheceu...

 
Dalia Kiakilir Agostinho
Oxford, 04 de Novembro de 2012






Diario de Anne Frank - O Filme

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lingua Portuguesa iha Timor!

Lingua Portuguesa iha Timor
Bandeiras Nacionais
Portugal e Timor
Artigo 13 Konstituisaun RDTL defini katak Dalen Portugues mak dalen ofisial Timor-Leste hamutuk ho dalen Tetun, e ida ikus, alende Ofisial mos nudar dalen Nasional!


Dalen Portugues hili tiha ona nudar dalen ofisial Timor-Leste e ne’e, por sua vez emerge hamutuk opiniao publika portuguesa nudar opsaun ida lojika hosi lideransa timoroan sira no loke odamatan ba investimento publiku kooperasaun iha ensino no promosaun Dalen Portugues iha Timor-Leste. 

Ministro Edukasaun Timor-Leste nian no Portugal assina ona protokolos atu reforsa ensino lian ne’e iha Timor-Leste.

No entanto estimativas não passiveis de verificação indika katak la liu persentajem 15 to’o 25% populasaun (faixa etaria acima dos 40 anos) mak bele expressa ho diak dalen kolonizador nian, ne’e incluindo, religiosos, elites culturais, politicas no economicas, nebe antes ne’e hela iha liur ou tamba iha oportunidade estuda iha rai-liur, e agora fila-hikas ona ba Timor.

As actuais principais lideranças políticas timorenses contemporâneas lidam em diferentes graus de proficiência o idioma Português. Liafuan portugues definitivamente incorporada ho Tetun, interligado ho dalen nativas sira seluk no mos bahasa Indonesia mak koalia iha Timor. No entanto, maior parte juventude, nebe ho papel fundamental iha resistencia hasoru invasor iha luta ba Independensia, sei susar koalia dalen portugues.
Faktu katak, hodi Igreja Katolika mak dalen portuges sobrevive iha Timor iha tempo okupasaun Indonesia. Katolika mak religiao esmagadora maioria iha Timor, circunstância que os torna exóticos num mar de Islamismo, Hinduísmo, Budismo e práticas animistas. 

Ne’e hotu, persija reconhece katak Portugal, enquanto pode, não se interessou muito pela difusão da educação da sua língua entre os timorenses. Mesmo iha tempo ikus kolonizasaun, so itoan deit mak fluntes koalia portugues. Alende Timor ser uma colonia distante e dispenciosa, kompara ho rai afrikanu sira, a modalidade de colonização ali praticada não exigia a sugeição completa de seus habitantes à cultura e dominação portuguesa.

Opsaun ne’e, dalaruma reside o segredo, parte ida, hosi durasaun presença portuguesa, itoan ou nenhuma resistencia, husi parte natives sira e, parte seluk, sobrevivencia kuaze intacta husi instituições sociais autoctones. Ba intereses portugues sira basta deit distribui benesses balun, hanesan bolsas de estudo, cargos nos escalões inferiores iha administrasaun sivil, polisia no forças armadas a um punhado de chefes tradicionais, a exemplo dos “liurais”, e com isso obter a aprovação passiva dos respectivos suditos.

Iha altura ne’e, licito indagar konaba signifikadu politiku Timor adopta dalen portugues. Bele iha razaun forte ba dirijente politiku timoroan sira, acrecenta ho problemas barak, questoes politicas, economicas sociais a questão da lingua e questionarem se seria mais facil, aparentemente, conformar-se com o a línguas oficial nacional de Timor, o "Tetun", ou mesmo importar com a Austrália a introdução do Inglês.

Durante portugues domina Timor, iha administrasaun, mos iha sistema ensino, uza exclusivamente dalen portugues, embora coexistindo (existir simultaneamente), iha lor-loron, ho Tetun e ho dalen seluk tan. Dalen portugues influensia profundamente Tetun, especialmente dialecto koalia iha Dili, conhecido ho Tetun-prasa, nebe constitui actualmente a versão official da lingua e hanorin iha escola.

Ho anexasaun Indonesia, dalen portugues bandu, impondo dalen Indonesia nian, idioma nebe até então desconhecido no territorio. Dalabarak mak dalen Indonesia iha portugues temin “bahasa”, maibe ne’e la lo’os, incorrecto tamba “bahasa” signifika “lingua” ("bahasa Indonesia" = lingua/dalen indonésia, "bahasa tetun" = lingua/dalen tétum, "bahasa portugis" = lingual/dalen portuguesa). 

Tinan 24 nia laran, jerasaun foin-sa’e cresce e hetan edukasaun ho dalen ne’e. Dalen portugues sobrevive, no entanto, nudar ‘lingua da resistencia’, usada pela Fretilin e orgaizasaun seluk iha resistencia, iha sira nia komunikasaun interna e no kontaktu ho exterior. Este uso do português, muito mais do que do tétum, conferiu-lhe uma enorme carga simbólica.

Ho termo da ocupação no Independencia Timor Leste iha 20 Maiu 2002, autoridades politika sira tenta rekupera fali idioma antiga potensia administrante ne’e. E, constituição RDTL reconhece dalen portugues ho estatuto “lingua official” iha Tetun nia sorin. 

Ba katuas-ferik sira, bahasa Indonesia konotadu negativa ho regime repressivo Suharto mas, husi parte seluk, jovens barak hatudu adversos ba reintrodusaun dalen portugues, hare nudar “lingua colonial”, hanesan indonesia sira hare ba holandes. No entanto, ekuantu dalen no kultura holandes menus influensia iha Indonesia, kultura “malai-mutin” no timoroan sira interligado ba malu ao longo do seculos, liu husi kaben kahur (casamentos mistos), haki’ak afektividade relasaun ho dalen portugues iha Timor nebe nunka existe ho holandes iha Indonesia.

Exemplu diak konaba aceitação popular dalen portugues iha Timor mak ho faktu 70% husi apelido e 98% husi naran rasik timoroan sira, to’o ohin loron, mak portugues nian.

Dirigentes timoroan sira ho nosaun klaru katak graças kolonizasaun “malai-mutin” sira mak Timor-Leste (ho enclave Oecusse no ilha Atauro) kria identidade ketak ida no marka diferensa ho rai rohan sorin (Kupang) mak compoe parte arquipelago Indonesia. 

Konta ho kolaborasaun aktiva Portugal no Brasil,  portugues komesa rekupera hikas terreno, ne’ebe dadauk ne’e hamutuk 25% timoroan koalia portugues (13, 6% tuir censos tinan 2004).

Ita nia Presidente da Republica Taur Matan Ruak defende katak “o ensino da lingua Portuguesa em Timor veio para ficar", mais acrescenta que "Do nosso contacto com outras culturas e outros povos resultaram coisas positivas. É disso prova o sentimento da nossa identidade nacional, marcado pela fé católica, a língua portuguesa e a forte ligação a valores de cultura universais que unem oito países de quatro continentes, na família da CPLP." (“ensino dalen portugues iha Timor mai para hela”, tenik tan katak “husi ita nia kontaktu ho kultura seluk no povu seluk resulta buat possitivas barak. Ne’e prova sentimento ita nia identidade nasional, marka ho fé Katolika, dalen portugues no forte ligasaun valores kultura universal nebe halibur nasaun walu husi kontinente hat, iha familia CPLP).

Konsoante ho opiniaun publika timoroan sira, dalen portugues iha Timor exerce papel fundamental, basaa Timor mos halo parte membro CPLP - Comunidade dos Paises da Lingua Portuguesa, halo riku no enraiza ligasaun afectuosa ho Portugal.

Portugues ne’e rasik idioma ida ho importante relevo iha mundo moderno. Dalen internasional, falada por cerca de milhões de pessoas nos cinco continentes. Sei iha tan nia importansia desenpenhada ba futuru relasaun Timor-Leste ho mundo Lusofona nebe sei proporciona vantagem social no cultural nomos beneficios materiais. Ba Timor, dalen ne’e mos iha vantagem, basaa, Tetun formalmente sei la afastado ka haketak-an husi portugues iha nia pronuncia, gramatika no vokabulariu.

Portuges la’os idioma ida demasiado difisil ba timoroan sira pois estes já possuem um relativo conhecimento passivo do português, devido ao facto de que já se fala o tetum-Dili, iha ne’e juventude bele halo esforso koletivu atu aprende ka reaprende dalen portugues. Kna’ar ida nebe bele kualifika nudar “patriotico”, ate porque kultura no lian portugues halo parte ona Memoria Timor, e se la koalia portugues signifika fila kotuk ba passado iha nebe Portugal sempre presente!

Pessoalmente, A lingua é um símbolo de identidade (talvez o mais poderoso) que nos permite reconhecer como naturais de uma cidade, de uma região, de um país e, ao mesmo tempo, identificar a quem não o é. Esse poder atribuído à lingua data de épocas imemoriais.

Ha questões levantadas sobre utilidade e importancia da lingua Portuguesa em Timor, preocupações que englobam a visão e a recepção da mesma junto dos cidadãos timorenses dentro do proprio pais, ha quem opina que são questões de interesse e negociação politica de forma a afirmar a identidade de Portugal dentro do pais, visto isso existem pros tendo em conta o afecto e ligação dos nossos antepassados com os Portugueses , e contras tendo em conta a preocupação de que o investimento da "lingua prima", a Oficial em Timor, o  "Tetun" não seja investido nem desenvolvido, pois a lingua tambem é a Identidade de uma Nação.

As linguas nacionais tiveram historicamente uma importante função política, assim como os discursos que, em sua defesa, se pronunciaram e se pronunciam na actualidadeDe facto, em seu nome desenvolveram-se e sucederam-se intermináveis conflitos que parecem não ter solução. E isto é assim porque, simbolicamente, ela, entre outros factores, representa a comunhão dos cidadãos,

identificamo-nos como "irmãos" naturais de uma nação através da lingua e, exaltamos suas virtudes e valores, em relação às outras línguas.


No entanto, esse sentimento de identidade através da lingua, associado à ideia de nacionalidade que hoje nos parece tão "natural" é produto da combinação de diversos processos históricos que têm sua origem já bem começada a modernidade.

É a partir da constituição dos Estados Nacionais que se torna necessária a unificação linguística planeada, e com ela a imposição de uma língua oficial ou variedade de língua, processo que destitui as outras linguas ou variedades e as torna dialetos ou línguas não oficiais. 

"Quando se constituem os Estados Nacionais, a questão linguística torna-se um elemento de cidadania (Guimarães e Orlandi, 1996)."

Ou seja, com a fusão de Estado e Nação, constroem-se as bases para a unificação linguística e cultural num território particular. A Nação necessita de unidade e essa unidade cultural e linguística possibilita a identificação dos indivíduos como cidadãos.

Dalia "Kiakilir"
Oxford, Outubro 23, 2012


Lee artigo ho Portugues:
http://kiakilir.blogspot.co.uk/2012/10/a-lingua-portuguesa-em-timor-leste.html


Fontes de infromaçãoRede CPLP , Presidencia de Conselho de Ministros , Wikipedia - Linguas de Timor leste
Referencia Bibliografica: Timor-Leste "Geoffrey Hull" [Identidade, língua e política educacional editado pelo Instituto de Camões]



A Lingua Portuguesa em Timor Leste!

PR Timor Leste Taur Matan Ruak
JORNAL PUBLICO
O artigo 13 da Constituição RDTL define que Lingua Portuguesa é a lingua oficial de Timor Leste juntamente com a lingua Tetun que para (a ultima) que para alem de Oficial  é tambem a lingua Nacional do Pais!

A lingua Portuguesa foi escolhida como a língua oficial de Timor-Leste e esta, por sua vez emergiu junto da opinião pública portuguesa como uma opção lógica da liderança timorense e abriu portas a um forte investimento público de cooperação no ensino e promoção da Língua Portuguesa em Timor-Leste. Ministros da Educação de Timor e de Portugal assinam protocolos para reforço do ensino da língua portuguesa em Timor.

No entanto Estimativas não passíveis de verificação indicam que não mais que uma percentagem de 15 a 25% da população (faixa etaria acima dos 40 anos) são capazes de se expressar na língua do  pais colonizador, estas incluem, religiosos, elites culturais, políticas e economicas, que se exilaram ou tiveram oportunidades de estudar no exterior, e agora retornam a Timor. 

As actuais principais lideranças políticas timorenses contemporâneas lidam em diferentes graus de proficiência o idioma Português. Palavras portuguesas estão definitivamente incorporadas ao Tetun, interligadas as outras línguas nativas e ao Indonésio falado no território. No entanto, a maior parte da juventude, que teve um papel fundamental na resistência ao invasor na luta pela independência, ainda é incapaz de falar Portugues.

A sobrevivência do Português em Timor sob ocupação indonésia muito fica a dever à Igreja Católica. Essa é a religião da esmagadora maioria dos timorenses, circunstância que os torna exóticos num mar de Islamismo, Hinduísmo, Budismo e práticas animistas. 

Todavia, é preciso reconhecer que Portugal, enquanto pôde, não se interessou muito pela difusão da educação da sua língua entre os timorenses. Mesmo nos últimos anos da colonização, só uns poucos milhares de privilegiados nativos eram fluentes em Português. Além de Timor ser uma colônia distante e dispendiosa, se comparada com os territórios africanos, a modalidade de colonização ali praticada não exigia a sujeição completa de seus habitantes à cultura e dominação portuguesa. 

Nessa opção, talvez, resida o segredo, por um lado, da duração da presença portuguesa, da pouca ou nenhuma resistência por parte dos nativos e, por outro lado, da sobrevivência quase intacta das instituições sociais autóctones. Para os interesses portugueses, bastava distribuir algumas benesses, tais como bolsas de estudo, cargos nos escalões inferiores da administração civil, da polícia e das forças armadas a um punhado de chefes tradicionais, a exemplo dos "liurais", e com isso obter a aprovação passiva dos respectivos súditos. 

A essa altura, é lícito indagar sobre o significado político de Timor adoptar a lingua Portuguesa. Deve haver razões muito fortes para que os dirigentes políticos timorenses, acrescentem aos inúmeros problemas, questões  políticas, economicas, sociais a questão da língua, e questionarem se seria mais fácil, aparentemente, conformar-se com o a línguas oficial nacional de Timor , o "Tetun", ou mesmo importar com a Austrália a introdução do Inglês.

Durante o dominio português, quer na administração, quer no sistema de ensino, era usada exclusivamente a lingua portuguesa, embora coexistindo (existir simultaneamente), no dia-a-dia, com o tétum e com outras línguas. O português influenciou profundamente o tétum, especialmente o dialecto falado em Dili, conhecido como tetum-praça, que constitui actualmente a versão oficial da língua e a que se ensina nas escolas.

Com a anexação do territorio pela Indonesia, o uso do português foi proibido, impondo-se a língua indonesia, idioma até então desconhecido no território. Por vezes o indonesio é referido em português como "bahasa", mas isso é incorrecto porque "bahasa" significa "lingua" ("bahasa Indonesia" = lingua indonésia, "bahasa tetun" = lingua tétum, "bahasa portugis" = língua portuguesa). 

Durante 24 anos, toda uma geração cresceu e foi educada nesta lingua. O português sobreviveu, no entanto, como língua de resistência, usada pela Fretilin e pelas outras organizações da resistência nas suas comunicações internas e no contacto com o exterior. Este uso do português, muito mais do que do tétum, conferiu-lhe uma enorme carga simbólica.

Com o termo da ocupação e a independência de Timor-Leste em 20 de Maio de 2002, as novas autoridades do país fizeram questão de recuperar o idioma da antiga potência administrante. A Constituição reconhece ao português o estatuto de "língua oficial" ao lado do tetun.

Para os mais idosos, o bahasa indonesio é negativamente conotado com o regime repressivo de Suharto mas, por outro lado, muitos jovens têm-se mostrado adversos à reintrodução do portugues, visto como "lingua colonial", um pouco como os indonésios vêem o holandês. No entanto, enquanto a língua e a cultura holandesas tiveram reduzida influência na Indonesia, as culturas portuguesa e timorense interligaram-se ao longo dos seculos, nomeadamente atraves de casamentos mistos, criando-se uma afectividade em relação ao português em Timor que nunca existiu com o holandês na Indonésia. 

Um bom exemplo da aceitação popular do portugues é o facto de 70% dos apelidos e 98% dos nomes próprios dos timorenses serem, ainda hoje, portugueses.
Os dirigentes timorenses têm clara noção que foi graças à colonização dos portugueses que Timor-Leste (com o enclave de Oecusse e a ilha de Ataúro) criou uma identidade própria e se diferenciou da outra metade da ilha e das restantes milhares de ilhas que compõem o arquipélago indonésio.

Contando com a colaboração activa de Portugal e do Brasil, o português tem vindo progressivamente a recuperar terreno, sendo que actualmente cerca de 25% dos timorenses falam português (13,6% de acordo com o censo de 2004).

O nosso Presidente da Republica Taur Matan Ruak defende que "o ensino da lingua Portuguesa em Timor veio para ficar", mais acrescenta que "Do nosso contacto com outras culturas e outros povos resultaram coisas positivas. É disso prova o sentimento da nossa identidade nacional, marcado pela fé católica, a língua portuguesa e a forte ligação a valores de cultura universais que unem oito países de quatro continentes, na família da CPLP."

Consoante opinião publica Timorense a lingua Portuguesa em Timor tem um papel fundamental, sendo Timor um paises membros da CPLP - Comunidade dos Paises da Lingua Portuguesa, esta vem para enriquecer e enraizar as ligaçoes afectuosas com Portugal. 

O português é, em si, um idioma de importante relevo no mundo moderno. Uma língua internacional, falada por cerca de milhões de pessoas nos cinco continentes. Há ainda a importância desempenhada pelas futuras relações de Timor com o mundo lusófono o que proporcionará vantagens sociais e culturais e benefícios materiais. Para Timor, o português tem também a vantagem de que o Tetun não seja formalmente muito afastado do português na sua pronúncia, gramática e vocabulário. O português não é um idioma demasiado difícil para os timorenses pois estes já possuem um relativo conhecimento passivo do português, devido ao facto de que já se fala o tetum-Dili, neste sentido a juventude deve fazer um esforço colectivo para aprender ou reaprender a lingua portuguesa. Um dever que se pode qualificar como sendo "patriótico", até porque a cultura e a língua portuguesa fazem parte da memoria de TIMOR, e não falar o português seria voltar costas a um passado em que Portugal esteve sempre presente!


Pessoalmente, A lingua é um símbolo de identidade (talvez o mais poderoso) que nos permite reconhecer como naturais de uma cidade, de uma região, de um país e, ao mesmo tempo, identificar a quem não o é. Esse poder atribuído à lingua data de épocas imemoriais.

Ha questões levantadas sobre utilidade e importancia da lingua Portuguesa em Timor, preocupações que englobam a visão e a recepção da mesma junto dos cidadãos timorenses dentro do proprio pais, ha quem opina que são questões de interesse e negociação politica de forma a afirmar a identidade de Portugal dentro do pais, visto isso existem pros tendo em conta o afecto e ligação dos nossos antepassados com os Portugueses , e contras tendo em conta a preocupação de que o investimento da "lingua prima", a Oficial em Timor, o  "Tetun" não seja investido nem desenvolvido, pois a lingua tambem é a Identidade de uma Nação.

As linguas nacionais tiveram historicamente uma importante função política, assim como os discursos que, em sua defesa, se pronunciaram e se pronunciam na actualidade. De facto, em seu nome desenvolveram-se e sucederam-se intermináveis conflitos que parecem não ter solução. E isto é assim porque, simbolicamente, ela, entre outros factores, representa a comunhão dos cidadãos,

identificamo-nos como "irmãos" naturais de uma nação através da lingua e, exaltamos suas virtudes e valores, em relação às outras línguas.


No entanto, esse sentimento de identidade através da lingua, associado à ideia de nacionalidade que hoje nos parece tão "natural" é produto da combinação de diversos processos históricos que têm sua origem já bem começada a modernidade.

É a partir da constituição dos Estados Nacionais que se torna necessária a unificação linguística planeada, e com ela a imposição de uma língua oficial ou variedade de língua, processo que destitui as outras linguas ou variedades e as torna dialetos ou línguas não oficiais.

"Quando se constituem os Estados Nacionais, a questão linguística torna-se um elemento de cidadania (Guimarães e Orlandi, 1996)."

Ou seja, com a fusão de Estado e Nação, constroem-se as bases para a unificação linguística e cultural num território particular. A Nação necessita de unidade e essa unidade cultural e linguística possibilita a identificação dos indivíduos como cidadãos.

Dalia "Kiakilir"
Oxford, Outubro 23, 2012


Ler artigo em Tetun:
http://kiakilir.blogspot.co.uk/2012/10/lingua-portuguesa-iha-timor.html

Fontes de infromaçãoRede CPLP , Presidencia de Conselho de Ministros , Wikipedia - Linguas de Timor leste
Referencia Bibliografica: Timor-Leste "Geoffrey Hull" [Identidade, língua e política educacional editado pelo Instituto de Camões]

sábado, 29 de setembro de 2012

Lian Husi Klamar: The Traditional Music of East Timor

Lian Husi Klamar (Sounds of the Soul)

Lian Husi Klamar by Ros Dunlop
This is certainly not the case with Ros Dunlop’s incredible new book, Lian Husi Klamar: Musika Tradisional Husi Timor-Leste (Sounds of the Soul: The Traditional Music of East Timor). The book, which has taken Ros ten years to create, is set to become a lasting and valuable resource on the traditional music of East Timor. And it’s more than just a book. Lian Husi Klamar comes with an accompanying CD and DVD with recordings of traditional music and performances. 

“East Timor’s traditional music is a fundamental part of the cultural heritage and an integral part of its nationhood. It is vital that it be nurtured and passed on to successive generations. It is entwined in all facets of the life of its people. Sounds of the Soul takes the reader on a journey of discovery of the traditional music by way of dance, instruments, songs and stories in a presentation which is audiovisually engaging. The book puts on record a musical history which until now has only been passed on orally.” p. 25 

Inside the book 

It’s a beautiful looking book with East Timorese artwork and countless images of traditional musical instruments in action. There are 20 traditional songs included with text and music notation. Written in both English and Tetum, it’s a book for everyone. 

“Music is part of all aspects of Timorese life and singing is their universal instrument. Fishermen sing as they row out to cast their nets. They sing to the turtles and the dolphins when they bring the catch in. Farmers sing to the buffalos and play on their kafu’i (flute) to call them home. Songs accompany dances whilst husking the rice. Singing during mundane jobs such as pounding grain and weeding the rice paddies makes physical chores seem less monotonous. Traditional music also plays an important role in the special ceremonies for the various stages of the agricultural year, for example the planting and harvesting of crops.” p.24 

The book is a living and breathing record of the traditional music of East Timor and I think it should alleviate the concerns of the elderly East Timorese that Ros encountered who were worried about the future of their musical traditions. 

“Despite centuries of occupation, first under the Portuguese and then under the Indonesians, the East Timorese have developed a rich and unique culture, including an exceptional musical tradition. This musical tradition was so damaged or destroyed by the repression of the occupiers, particularly under Indonesian occupation, that there are concerns from elderly Timorese for its survival.” p. 24 

Source: http://www.unofficialeasttimor.com
http://www.unofficialeasttimor.com/1/post/2012/09/book-review-and-question-and-answers-with-the-author-lian-husi-klamar-musika-tradisional-husi-timor-leste-sounds-of-the-soul-the-traditional-music-of-east-timor-by-ros-dunlop.html

Publicação em destaque

Dalia Kiakilir "My Self"

“ Ohin hau pinta aban ho perspektiva matak, ho larametin katak realidade bele mosu hanesan iha hau nia mehi! ”  Dalia ,    Was b...