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Thinking of Valentine's day... today... 14Fev , rona hau nia musika foun (new tune) "Tell Me Why?" Featuring A-Takur Mc Jauh Di Mata Dekat di Hati, Tebes ka lae? ��...�� Blessed Valentine ❤
TAMA LIU MAI BAINAKA SIRA, BEM VINDO E OBRIGADA PELA VISITA!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Aqui também se fala português

Katuas Maubere
Chegou no avião das duas da tarde e telefonou-me a chorar. Tinham-lhe dito que em Timor-Leste a língua oficial era o português, mas ninguém a compreendia. Precisava de dar indicações ao taxista, não percebia. Acabou à minha espera na receção de um hotel de Díli. Quando a encontrei correu para mim e abraçou-me a chorar. Mal a conhecia.

Em Timor-Leste há duas línguas oficias. O tétum e o português. Assim determina o 13º artigo da Constituição. A primeira está a ser consolidada e a segunda a ser reintroduzida em todo o território, depois de quase 25 anos de ocupação indonésia.

Entre finais de 1975 e até ao referendo de 30 de agosto de 1999, que culminou com a restauração da independência de Timor-Leste a 20 de maio de 2002, era proibido falar português. O bahasa (língua) da Indonésia era o idioma oficial.

Durante aquele período, a língua portuguesa era o símbolo da resistência, como atestam os milhares de documentos do Arquivo e Museu da Resistência.

Aos líderes timorenses pareceu óbvia a escolha do português como língua oficial do novo país. Foi uma opção política, estratégica e identitária, mas aquela língua trazida pelos avôs portugueses que chegaram há quase 500 anos a Oecussi não era dominada pela maior parte da população.

Hoje em Timor-Leste a língua portuguesa ainda não é falada em todo o território nacional nem pela esmagadora maioria da população, mas é garantidamente a mais debatida e a mais questionada.

Nas redes sociais, as discussões multiplicam-se e já há propostas de referendo. Uns não querem a língua do colonialismo, outros não querem a língua da ocupação, mas o mercado do emprego em que mais ordena e muitos jovens aprendem as línguas relacionadas com a sua profissão.

Os censos de 2010 revelam que, dos cerca de um milhão de timorenses, apenas 56,1 por cento fala, escreve e lê em tétum. O bahasa é falado por 45,3% da população. Só depois aparece o português, com 25,2%, e o inglês, com 14,6%.

O Presidente do país, Taur Matan Ruak, é perentório: “o português está para ficar”, mas com um “genuíno espírito construtivo” também admite que o português deve ainda, nesta fase, ser ensinado como língua não-materna.

O chefe da diplomacia, José Luís Guterres, também garante que o país vai fazer os “possíveis para que dentro de alguns anos seja uma língua falada em todo o território e que as novas gerações possam também comunicar em português”.

Por aqui não há ilusões e todos sabem qual é a realidade linguística do país a que se junta as línguas maternas, que a Constituição também prevê que sejam valorizadas e desenvolvidas.

Mas, a futura presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa parece querer mudar o cenário. De repente o português popularizou-se. Há formações em língua portuguesa e uma genuína preocupação em a querer dominar.

A presidência da CPLP vai servir de propulsor para todos os componentes da sociedade e para as diversas instâncias do Estado fazerem da língua portuguesa uma língua do dia-a-dia, defende o linguista timorense Benjamim Corte-Real.

E é isso que se pretende. Segundo o linguista, a ideia é que o português seja uma língua dominada na escrita e nas escolas e um instrumento de trabalho eficaz para não mais se invocar a ideia de que uma língua estrangeira está a ser forçadas às crianças timorenses.

Foram várias horas perdida na montanha. Um cacho de bananas o único alimento. A visão de meia dúzias de casas reconfortou-me a alma. No meu mau tétum tentei pedir indicações. De uma casa um senhor de meia-idade perguntou: A senhora quer ir para onde? Recebi todas as indicações. Aqui também se fala português.

Texto originalmente publicado na Lusa (Timor-Leste) a 26 Junho 2014

Opinião
Aqui também se fala português
Marisa Serafim (Timor-Leste)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Husi Hau, Ba O

https://www.facebook.com/DaliaMuzic/photos/a.223996754277386.67977.199296836747378/815355035141552/?type=1&theater
O nia prezensa hanesan mahoben, mosu iha kalan, fo furak iha dader, no sei lakon hasoru loron nia manas

O nia preznsa hanesan lilin, fo nia
naroman ba hau nia nakukun, maibe sei lakon ho neneik, no lakleur masque husik hela nia fatin

Tebes...

Hau hakarak o nia prezensa la holalais..
Hau hakarak o nia prezensa ne'e permanente

Maibe

Hotu iha ne'e, masque seidauk to'o nia rohan
Mout iha ne'e, masque la to'o perfeito
Tenque husik, masque halo rahun hau nia fuan



Lia Tatoli: Ezya Pereira
pub. by Dalia Kiakilir
Dili, 24 Julho 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Timor-Leste's first public arts festival 24TH AUGUST – 31ST AUGUST 2014



ARTE PÚBLIKU!
english in the bottom

Festivál boot ida hodi selebra arte nia papel no abilidade atu halo transformasaun iha prosesu Harii Nasaun no espresaun Demokrátiku iha loron 24 to 31 fulan Agosto

2014 ma'ak lansamentu ARTE PUBLIKU! – Inaugurasau Timor-Leste annual ARTE PUBLIKU FESTIVAL.

ARTE PÚBLIKU! Mak Timor-Leste nia festivál Públiku ba dahuluk, nebe haree liu ba arte nia abilidade atu halo impaktu no ninia relavansia iha parte igualdade sosiál, kulturál no ekonomia. ARTE PÚBLIKU! sei inklui arte foun, arte ne’ebé ema hameno, no arte ne’ebé livre no loke, atu provoka ita-nia imajinasaun no estimula debate kona-ba kestaun justisa sosiál nebe inklui (maibé la limita ba) Timor oan nia esperiensia dezde Independensia no saida mak arte.

ARTE PUBLIKU! sei fornese ambiente dinamika ida hodi fahe hanoin kona-ba arte, halo kolaborasaun, workshop no edukasaun ba artista, fasilitadór, estudante no públiku, no ramata ho espozisaun, eventu no arte performansia iha loron tolu nia laran iha Dili, kapitál Timor-Leste. Festivál ne’e atu inklui no haforsa relasaun entre artista hosi Timor-Leste no viziñu nebe besik liu, hanesan Australia no Indonezi, nasaun ne’ebé iha ligasaun naruk no kompleks ho istória no progresu dezenvolvimentu Timor-Leste nian. Parte workshop iha festivál ne’e sei fasilita diálogu rejionál no entre jerasaun sira kona-ba arte, kreatividade, ativizmu no partisipasaun demokrátika iha Timor-Leste ne’ebé livre iha dezenvolvimentu nia laran. Workshop sira ne’e mos atu informa estratéjia atu halao kolaborasaun kreativu ne’ebé forte liu tan iha rejiaun ne’e.

Obrigado barak ba kolega sira hotu nebe hatama ona sira nia aplikasi atu partisipa iha ARTE PUBLIKU! Ami atu fo tempu oituan tan tamba kolega balu dehan seidauk iha tempu mais hakarak hatama. Entaun, kolega sira nebe seidauk hatama agora iha loron 6 tan (to’o 26 Julhu) atu enxe formulario no haruka mai ami. Sei hakarak halo aprezentasaun no hola parte hanesan parte ida hosi Festivál ne’e, favor click link ida nee>> atu bele enxe formulariu no haruka mai ami. Loron ikus atu hatama aplikasi mak 26 Julhu 2014

Atu hatene tan informasaun, vizita ami nia pagina iha: For more information visit our page: http://artepublikufestival.wordpress.com/

A LARGE-SCALE PUBLIC ARTS FESTIVAL IN TIMOR-LESTE CELEBRATING THE TRANSFORMATIVE POWER OF ART IN PEACE-BUILDING AND DEMOCRATIC DISCOURSE 24-31 AUG 2014

2014 is the launch of ARTE PUBLIKU! – Timor-Leste’s inaugural, annual Public Art Festival.

ARTE PUBLIKU! is Timor-Leste’s first Public Art Festival, highlighting the power and relevance of art in the search for social, cultural and economic equality. ARTE PUBLIKU! will include new, commissioned, sanctioned and unsanctioned works, provoking our imagination and stimulating debate on social justice issues including (but not limited to) the Timorese experience since Independence and what art can be.

ARTE PUBLIKU! will deliver a dynamic environment for artistic exchange, collaboration, workshops and education for artists, facilitators, students and the public, ending with a series of citywide exhibitions, events, performances and interventions over three days in Dili, Timor-Leste’s capital. The festival will collaborate and effect lasting exchanges with artists from Timor’s nearest neighbours, Australia and Indonesia, countries whose governments are entwined in Timor-Leste’s history and current development progress. The workshop series and festival will facilitate intergenerational and regional dialogue around art, creativity, activism, and democratic participation in a free and developing Timor-Leste and inform enduring strategies towards greater creative collaboration across the region.

Thanks to everyone who put in their applications to take part in ARTE PUBLIKU! We are extending the submission deadline for six more days as we have had a few late inquiries and want to make sure ya’ll have a chance to submit! So, until the 26th of July we will be accepting submissions from artists and groups from across Timor-Leste and internationally to present their work for the Festival.  If you or you group would like to be present as part of the festival, please download the application form here>>   Last date to apply is 26 July 2014

For more information visit our page: http://artepublikufestival.wordpress.com/

Republished by Dalia Kiakilir
Oxford, July 22 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O português sobreviverá no Sudeste da Ásia?

Oliver Stuenkel
Cientista político, professor da FGV, autor de “BRICS e o futuro da ordem global”

O Timor Leste é um país de língua portuguesa? Esta pergunta possui implicações geopolíticas. Após a independência em 1999, o novo governo do Timor Leste reinstaurou o português como língua oficial, juntamente com o tétum, uma língua indígena. Como consequência, o país se juntou, em 2002, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Líderes timorenses veem a organização (além da ASEAN, à qual eles esperam juntar-se em breve) como um elemento-chave na sua tentativa de fortalecer os laços do país com outros países. No entanto, os policy makers timorenses viram o idioma português como mais do que apenas uma ferramenta para fortalecer laços com Brasil, Portugal, Angola e Moçambique. Sua adoção também serviu como um símbolo poderoso de que o Timor era diferente da Indonésia, que era uma colônia holandesa.

No momento da independência timorense, o português, que foi proibido durante a ocupação indonésia, era falado por apenas 5% da população. O censo de 2010 revelou que as línguas maternas mais faladas eram tétum prasa (língua materna para 36,6% da população), mambai (12,5%), makasai (9,7%), tétum terik (6,0%), baikenu (5,9%), kemak (5,9%), bunak (5,3%), tokodede (3,7%), e fataluku (3,6%). Outra pesquisa revelou que 90% da população utiliza o tétum diariamente, além de outras linguagens. 35% da população fala indonésio (principalmente nas cidades), e uma parte crescente fala inglês, um requisito para obter os empregos mais bem remunerados, oferecidos pela considerável indústria de desenvolvimento no país.

Os esforços para popularizar o português têm sido lentos. De acordo com um relatório do Banco Mundial, até 2009, mais de 70% dos alunos submetidos a um teste no final do primeiro grau "não puderam ler uma única palavra" de um texto simples em português, "um péssimo desempenho após 10 anos de esforços." Ao mesmo tempo, deve-se levar em conta que, até recentemente, uma parte da população era analfabeta, embora a maioria das crianças vá para a escola atualmente.

As leis e as estruturas administrativas são baseadas no modelo português e permanecem na língua portuguesa, mas a maioria dos debates parlamentares e conversas no gabinete são realizadas em tétum, que pertence à família austronésia de línguas faladas em todo o sudeste asiático.

O Timor Leste tem se beneficiado de fazer parte da CPLP? Enquanto a maioria dos policy makers diria que sim, há sinais de expectativas não cumpridas. Recentemente, o parlamento timorense mostrou desapontamento com a falta de vontade da organização em estabelecer um fundo de emergência para apoiar os membros em momentos de dificuldades financeiras. Da mesma forma, alguns dizem que eles esperavam uma presença brasileira mais forte no país. Há mais professores de língua portuguesa de Portugal no país do que do Brasil, e a ajuda financeira brasileira é muito menor do que de países que não têm laços culturais com o Timor Leste. Mesmo assim, a influência cultural brasileira é visível no país. "A pessoa que mais contribuiu para a expansão da língua portuguesa no Timor Leste foi, sem dúvidas, Michel Teló", comenta um integrante do governo timorense.

E ainda assim, quando um comentarista de Cingapura recomendou recentemente que o Timor Leste adotasse o inglês como língua oficial para abraçar a globalização, Ramos-Horta defendeu sua escolha de manter o português: "Talvez nós não sejamos tão práticos como nossos irmãos de Cingapura. Confesso que nós somos um pouco românticos, temos uma perspectiva histórica porque temos uma longa história e não nos temos uma mentalidade de Cingapura de estilo comercial. Isso significa que estamos condenados a desacelerar o crescimento, por ter uma sociedade multilíngue e uma sociedade rica, vibrante e colorida, que nos faz apreciar as belezas da vida com mais frequência? Tenho certeza que a resposta é não." O português pode nunca ultrapassar o tétum como língua franca de Timor-Leste, mas parece estar determinado a permanecer como uma das línguas oficiais do país.

Publicado: 15/07/2014 10:45 BRT
http://www.brasilpost.com.br/oliver-stuenkel/portugues-sudeste-asia_b_5566313.html

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